Correção de Prótese de Silicone

Colo
Marcado

Colo marcado é o preenchimento do polo superior da mama, próximo ao esterno. Clivagem é o espaço entre as duas mamas. São queixas diferentes, mas que costumam mudar juntas: quando a prótese desloca para baixo, a mama perde o colo; quando desloca para os lados, a clivagem se abre. Avaliação e correção individualizada com o Dr. Pablo Arruda.

O Conceito

O que é o Colo Marcado

Colo marcado é o termo usado para descrever o preenchimento do polo superior da mama — a região logo abaixo da clavícula, próxima ao esterno. Quando esse polo superior está bem preenchido, a transição entre o tórax e a mama é suave e projetada, sem degrau visível. É um dos resultados mais buscados na cirurgia de prótese de silicone.

Clivagem é um conceito diferente: é o espaço entre as duas mamas. Clivagem estreita — mamas mais próximas uma da outra — é o resultado que a maioria das pacientes deseja. Clivagem aberta — espaço largo entre as mamas — é o que costuma gerar insatisfação.

Colo marcado e clivagem estreita não são sinônimos, mas costumam mudar juntos, pelo mesmo motivo: quando o implante se desloca dentro da loja cirúrgica, raramente se move em uma única direção. O deslocamento inferior (para baixo, também chamado de bottoming out) esvazia o polo superior e causa perda do colo. O deslocamento lateral (para os lados, em direção à axila) aumenta o espaço entre as mamas e abre a clivagem. Como as duas direções de deslocamento costumam ocorrer na mesma loja mal sustentada, é comum a paciente perceber os dois sinais ao mesmo tempo — mas são alterações anatômicas distintas, com mecanismos e correções específicas, tratadas cirurgicamente por meio de mamoplastia revisional.

Importante não confundir com a contratura capsular: lá, o implante sobe e endurece por espessamento da cápsula fibrosa ao redor da prótese; aqui, o implante se desloca dentro de uma loja cirúrgica com sustentação insuficiente. São mecanismos diferentes, embora ambos possam alterar a posição aparente do implante.

Informações Clínicas
  • Colo marcado: preenchimento do polo superior da mama, próximo ao esterno
  • Clivagem: espaço entre as duas mamas — estreita (desejada) ou aberta (indesejada)
  • Perda de colo: associada a deslocamento inferior do implante (bottoming out)
  • Clivagem aberta: associada a deslocamento lateral do implante
  • Os dois quadros costumam ocorrer juntos, mas exigem correção direcionada a cada mecanismo
Origem do Deslocamento

Causas e Fatores de Risco

Perda de colo e clivagem aberta podem se originar já na cirurgia primária ou se desenvolver progressivamente nos anos seguintes, conforme a loja cirúrgica perde sustentação.

Fatores da Cirurgia Primária
  • Loja cirúrgica dissecada além do necessário, medial ou inferiormente, sem sustentação adequada
  • Implante de volume ou peso desproporcional à capacidade de sustentação do tecido e do músculo
  • Ausência de reforço do sulco inframamário ou da linha medial no planejamento cirúrgico inicial
  • Anatomia de base com espaço intermamário largo, não compensado na cirurgia primária
Fatores da Evolução Tecidual
  • Enfraquecimento progressivo da loja cirúrgica e da sustentação interna ao longo dos anos
  • Ação da gravidade sobre o implante em lojas com pouca sustentação
  • Atividades físicas de alto impacto sem uso de sutiã de contenção adequado
  • Variações de peso que alteram a tensão sobre a cápsula periprotética
Sinais e Sintomas

Como Identificar

Perda de colo e clivagem aberta costumam ser progressivas e mais perceptíveis em determinadas posições ou ao longo dos meses após a cirurgia original.

Sinais Visíveis
  • Perda do preenchimento na parte de cima da mama, perto do esterno (perda de colo)
  • Aumento do espaço entre as mamas (clivagem aberta)
  • Assimetria entre um lado e outro
  • Sensação de que a prótese "escorregou" para baixo ou para o lado, mais perceptível ao deitar
Quando Procurar Avaliação
  • Colo que era marcado no pós-operatório inicial e foi se perdendo com o tempo
  • Clivagem que era estreita e foi se abrindo
  • Assimetria progressiva entre as mamas
  • Avaliação especializada para diferenciar qual mecanismo — inferior, lateral ou ambos — está envolvido
Abordagem Cirúrgica

Correção Cirúrgica

Perda de colo e clivagem aberta exigem manobras cirúrgicas específicas para cada mecanismo — frequentemente combinadas no mesmo procedimento, já que costumam coexistir.

01

Avaliação e Diagnóstico

Exame clínico para diferenciar perda de colo (deslocamento inferior), clivagem aberta (deslocamento lateral) ou a combinação dos dois, mapeando a direção exata do deslocamento do implante.

02

Capsulorrafia Direcionada

Sutura interna da cápsula periprotética na região específica do deslocamento: inferior para restaurar o preenchimento do polo superior, medial para estreitar a clivagem.

03

Correção Combinada

Quando os dois quadros coexistem — o mais comum na prática — a capsulorrafia é realizada nas duas direções no mesmo tempo cirúrgico.

04

Reavaliação do Implante

Conforme o caso, pode ser indicada a troca do implante por um volume ou perfil mais compatível com a anatomia da loja corrigida; em casos recidivantes ou quando a paciente opta por não manter o implante, o explante de silicone é uma alternativa a ser avaliada.

Abordagens Conforme o Mecanismo
  • Capsulorrafia inferior isolada: indicada quando há apenas perda de colo, por deslocamento inferior do implante
  • Capsulorrafia medial isolada: indicada quando há apenas clivagem aberta, por deslocamento lateral
  • Capsulorrafia combinada: abordagem mais frequente, quando os dois mecanismos coexistem
  • Troca do implante: quando o volume ou perfil da prótese contribui para o desequilíbrio de sustentação da loja
Recuperação

Pós-Operatório

Após a capsulorrafia medial, o uso de faixa ou sutiã modelador é fundamental para manter o implante estável na posição corrigida durante a cicatrização.

Movimentos amplos dos braços e posições que tensionem a sutura interna devem ser evitados nas primeiras semanas. O retorno às atividades cotidianas ocorre em torno de 10 a 14 dias.

O resultado — colo redefinido e clivagem estreitada — é avaliado progressivamente ao longo de 3 a 6 meses, com acompanhamento para confirmar a manutenção da correção.

Cronograma de Recuperação
  • Dias 1–3: repouso domiciliar, curativo e analgesia
  • Dias 7–10: revisão presencial da ferida operatória
  • 2 semanas: retorno às atividades leves
  • 30 dias: consulta de acompanhamento
  • 45 dias: liberação para atividade física moderada
  • 3–6 meses: avaliação do resultado definitivo
Referências Bibliográficas
  1. Spear SL, Bogue DP, Thomassen JM. Synmastia after Breast Augmentation. Plast Reconstr Surg. 2006;118(7 Suppl):168S-171S.
  2. Pacifico MD, Goddard NV, Harris PA. Classification of Breast Implant Malposition. Aesthet Surg J. 2024;44(10):1032-1042.

Agende sua Avaliação

Se você notou perda do preenchimento na parte de cima da mama ou que o espaço entre as mamas aumentou após a cirurgia de prótese, a avaliação presencial identifica o mecanismo exato e define a correção adequada.

Clínica Pelissari — Itajaí, SC  |  (47) 99208-5545

Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 30 de julho de 2026.