O plano de inclusão define onde o implante é posicionado em relação ao músculo peitoral e à glândula mamária — uma das decisões técnicas que mais influencia o resultado e a naturalidade do contorno.
Plano de inclusão é o termo técnico para a camada anatômica em que o implante é posicionado durante a mamoplastia de aumento. As opções variam conforme a quantidade de tecido próprio que cobre a prótese: apenas a glândula mamária, a fáscia do músculo peitoral, o próprio músculo, ou uma combinação entre eles.
A escolha do plano é determinada pela espessura de tecido subcutâneo e glandular da paciente ("pinch test"), pelo formato da mama antes da cirurgia e pelo resultado estético desejado — não existe um plano universalmente superior aos demais.
Essa decisão é tomada em conjunto com a escolha do implante e da via de acesso, formando o planejamento cirúrgico completo.
Cada plano de inclusão tem indicações, vantagens e limitações específicas.
O implante fica entre a glândula mamária e o músculo peitoral. Indicado para pacientes com tecido próprio suficiente para cobrir bem as bordas da prótese.
O implante é posicionado sob a fáscia do músculo peitoral, sem descolar o músculo em si. Oferece cobertura intermediária com recuperação semelhante ao plano subglandular.
O implante fica completamente coberto pelo músculo peitoral maior. Reduz a visibilidade das bordas da prótese em pacientes com pouco tecido próprio, mas tem recuperação mais lenta.
Combina cobertura muscular no polo superior com contato direto entre implante e glândula no polo inferior — ver detalhamento abaixo.
Dual plane é uma técnica de posicionamento em que o músculo peitoral cobre o polo superior do implante, enquanto na porção inferior o músculo é liberado do sulco inframamário, permitindo que o implante fique em contato direto com a glândula mamária.
Essa combinação busca reunir vantagens dos planos submuscular e subglandular: cobertura muscular onde a paciente costuma ter menos tecido próprio (polo superior), e melhor adaptação da prótese ao formato natural da mama na porção inferior, onde o tecido glandular geralmente já oferece cobertura adequada.
Existem variações da técnica (frequentemente descritas como dual plane I, II e III), que diferem no grau de liberação do músculo em relação ao sulco inframamário e à borda inferior da aréola — a escolha entre elas depende do grau de ptose e da anatomia de cada paciente.
A escolha final é feita no planejamento pré-operatório, com base em exame físico detalhado.
A definição do plano de inclusão ideal exige exame físico presencial. Agende uma consulta para discutir a técnica mais adequada ao seu caso.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.