O dual plane é uma das técnicas de posicionamento de implante mais utilizadas na cirurgia de mama atual. Combina cobertura muscular no polo superior com contato glandular na porção inferior, buscando unir estabilidade e contorno natural em um mesmo procedimento.
Dual plane, ou plano duplo, é uma técnica de posicionamento do implante de silicone em que o músculo peitoral maior cobre o polo superior da prótese, enquanto na porção inferior o músculo é liberado do sulco inframamário, permitindo que o implante fique em contato direto com a glândula mamária.
A técnica foi sistematizada por John Tebbetts em 2001 e procura reunir vantagens de dois planos: a cobertura muscular no polo superior — região onde a paciente costuma ter menos tecido próprio e onde a borda do implante tende a ser mais visível — e a adaptação da prótese ao formato natural da mama na porção inferior, onde o tecido glandular já oferece cobertura adequada.
O dual plane é um dos planos de inclusão disponíveis. A definição é feita em conjunto com a escolha do implante e da via de acesso, formando o planejamento cirúrgico completo.
Os três tipos diferem no grau de liberação do músculo peitoral em relação ao sulco inframamário e à glândula. A escolha depende do grau de ptose e da relação entre glândula e músculo em cada paciente — não há um tipo universalmente superior.
Liberação apenas da inserção do músculo no sulco inframamário, sem descolar a interface entre músculo e glândula. Indicado para mamas com glândula bem aderida ao músculo e pouca ou nenhuma ptose.
Além da liberação inferior, a interface músculo-glândula é descolada até a borda inferior da aréola, permitindo que o músculo deslize um pouco mais para cima. Indicado quando há mobilidade glandular moderada.
Descolamento da interface até a borda superior da aréola, com maior ascensão do músculo. Indicado para mamas com glândula mais frouxa ou ptose mais acentuada, favorecendo o contato do implante com o tecido glandular.
A dúvida frequente entre "prótese por cima ou por baixo do músculo" corresponde, na linguagem técnica, à escolha entre os planos de inclusão. O dual plane é uma solução intermediária entre os dois extremos.
A indicação e o tipo de dual plane são definidos no planejamento pré-operatório, com base em exame físico detalhado. Não existe escolha padrão aplicável a todas as pacientes.
Dual plane é uma técnica de posicionamento do implante de mama em que o músculo peitoral maior cobre o polo superior da prótese, enquanto na porção inferior o músculo é liberado do sulco inframamário, deixando o implante em contato direto com a glândula. Combina cobertura muscular onde costuma haver menos tecido próprio com melhor adaptação da prótese ao formato natural da mama na porção inferior.
Os tipos I, II e III descritos por Tebbetts diferem no grau de liberação da inserção do músculo peitoral e no quanto o músculo desliza para cima sobre o implante. No dual plane I o músculo é apenas liberado no sulco inframamário; no II e no III a liberação é progressivamente maior, permitindo que o tecido glandular tenha mais contato com o implante. A escolha depende do grau de ptose e da relação entre glândula e músculo em cada paciente.
É uma técnica mista. No polo superior o implante fica abaixo do músculo peitoral (submuscular); no polo inferior fica acima do plano muscular, em contato com a glândula (subglandular). Por isso o nome dual plane, ou plano duplo.
No submuscular total o implante fica completamente coberto pelo músculo peitoral. No dual plane o músculo é liberado na borda inferior, cobrindo apenas o polo superior. Isso permite que o implante se adapte melhor ao formato da mama e ao sulco inframamário, especialmente quando há leve ptose, situação em que o submuscular total pode manter a mama constrita.
Como envolve menos descolamento muscular do que o submuscular total, o dual plane tende a cursar com desconforto pós-operatório menor do que a cobertura muscular completa. Ainda assim, a evolução da recuperação depende da técnica cirúrgica, do manejo dos tecidos e das características de cada paciente, e deve ser avaliada individualmente.
A naturalidade depende de vários fatores combinados: volume e perfil do implante, quantidade de tecido próprio da paciente e a execução do plano. O dual plane é uma das técnicas mais utilizadas justamente por buscar equilibrar cobertura no polo superior e contorno natural na porção inferior, mas nenhum plano garante um resultado por si só, sem planejamento individualizado.
A definição do plano de inclusão ideal, incluindo a indicação e o tipo de dual plane, exige exame físico presencial. Agende uma consulta para discutir a técnica mais adequada ao seu caso.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 22 de julho de 2026.