Mama tuberosa (ou tubular) é uma malformação congênita do desenvolvimento glandular — não uma complicação de cirurgia anterior. A correção combina mamoplastia de aumento com manobras técnicas específicas para essa anatomia.
A mama tuberosa é uma malformação congênita do desenvolvimento da glândula mamária, caracterizada por base de implantação estreita, sulco inframamário elevado ou mal definido e constrição da porção inferior da mama — com frequência associada à herniação do complexo areolopapilar (a aréola e o mamilo "empurrados" para frente pelo tecido glandular constrito).
O grau de acometimento varia entre as mamas e entre pacientes, podendo ser unilateral (afetando apenas um lado) ou bilateral, e com diferentes combinações de déficit de volume, constrição da base e herniação areolar.
É importante diferenciar: mama tuberosa não é uma complicação cirúrgica nem resultado de uma cirurgia anterior malsucedida — é uma característica anatômica presente desde o desenvolvimento da mama, geralmente notada a partir da puberdade. Por isso, a correção é sempre uma indicação primária de mamoplastia de aumento, e não uma cirurgia revisional.
A literatura de cirurgia plástica costuma classificar a mama tuberosa em graus, conforme a extensão da constrição e o déficit de tecido em cada quadrante da mama. A classificação orienta o planejamento cirúrgico, mas a avaliação individual em consulta é sempre determinante.
Constrição limitada ao quadrante inferomedial, com déficit de volume discreto. Frequentemente corrigido apenas com implante e ajuste técnico simples.
Constrição envolve os quadrantes inferiores, com sulco inframamário mais elevado e maior deficiência de tecido na porção inferior da mama.
Constrição envolve toda a base mamária, com herniação areolar mais evidente e menor quantidade de tecido próprio disponível para cobertura do implante.
É comum diferentes graus entre as duas mamas na mesma paciente, exigindo planejamento cirúrgico individualizado para cada lado.
O tratamento combina a mamoplastia de aumento convencional com manobras técnicas adicionais específicas para a anatomia constrita.
Por se tratar de uma anatomia mais complexa que a hipomastia simples, a avaliação pré-operatória detalhada é ainda mais determinante para o planejamento cirúrgico e para alinhar as expectativas da paciente com o resultado alcançável.
O pós-operatório da correção de mama tuberosa segue, em linhas gerais, o mesmo protocolo da mamoplastia de aumento convencional, com atenção adicional à região do sulco reconstruído, que precisa de tempo maior de estabilização.
O uso de sutiã cirúrgico ou faixa modeladora é recomendado por um período mais prolongado do que em casos de hipomastia simples, para apoiar a manutenção do novo contorno do sulco inframamário.
Como a base tecidual é mais constrita, o processo de acomodação do implante e definição do formato final pode levar mais tempo — a avaliação do resultado definitivo costuma ocorrer entre 6 e 12 meses.
Cada caso de mama tuberosa tem um grau e uma combinação de características únicas. A avaliação presencial é o ponto de partida para um planejamento cirúrgico individualizado.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.