Mama tuberosa (ou tubular) é uma malformação congênita do desenvolvimento glandular — não uma complicação de cirurgia anterior. A correção combina mamoplastia de aumento com manobras técnicas específicas para essa anatomia.
A mama tuberosa é uma malformação congênita do desenvolvimento da glândula mamária, caracterizada por base de implantação estreita, sulco inframamário elevado ou mal definido e constrição da porção inferior da mama — com frequência associada à herniação do complexo areolopapilar (a aréola e o mamilo "empurrados" para frente pelo tecido glandular constrito).
O grau de acometimento varia entre as mamas e entre pacientes, podendo ser unilateral (afetando apenas um lado) ou bilateral, e com diferentes combinações de déficit de volume, constrição da base e herniação areolar.
É importante diferenciar: mama tuberosa não é uma complicação cirúrgica nem resultado de uma cirurgia anterior malsucedida — é uma característica anatômica presente desde o desenvolvimento da mama, geralmente notada a partir da puberdade. Por isso, a correção é sempre uma indicação primária de mamoplastia de aumento, e não uma cirurgia revisional.
A literatura de cirurgia plástica costuma classificar a mama tuberosa em graus — também chamados de tipos — conforme a extensão da constrição e o déficit de tecido em cada quadrante da mama: Grau 1 (leve), Grau 2 (moderado) e Grau 3 (acentuado), segundo a classificação de Grolleau et al. (1999). A classificação orienta o planejamento cirúrgico, mas a avaliação individual em consulta é sempre determinante.
Constrição limitada ao quadrante inferomedial, com déficit de volume discreto. Frequentemente corrigido apenas com implante e ajuste técnico simples.
Constrição envolve os quadrantes inferiores, com sulco inframamário mais elevado e maior deficiência de tecido na porção inferior da mama.
Constrição envolve toda a base mamária, com herniação areolar mais evidente e menor quantidade de tecido próprio disponível para cobertura do implante.
É comum diferentes graus entre as duas mamas na mesma paciente, exigindo planejamento cirúrgico individualizado para cada lado.
O tratamento combina a mamoplastia de aumento convencional com manobras técnicas adicionais específicas para a anatomia constrita.
Por se tratar de uma anatomia mais complexa que a hipomastia simples, a avaliação pré-operatória detalhada é ainda mais determinante para o planejamento cirúrgico e para alinhar as expectativas da paciente com o resultado alcançável.
O pós-operatório da correção de mama tuberosa segue, em linhas gerais, o mesmo protocolo da mamoplastia de aumento convencional, com atenção adicional à região do sulco reconstruído, que precisa de tempo maior de estabilização.
O uso de sutiã cirúrgico ou faixa modeladora é recomendado por um período mais prolongado do que em casos de hipomastia simples, para apoiar a manutenção do novo contorno do sulco inframamário.
Como a base tecidual é mais constrita, o processo de acomodação do implante e definição do formato final pode levar mais tempo — a avaliação do resultado definitivo costuma ocorrer entre 6 e 12 meses.
Respostas objetivas sobre tipos, graus e fotos de mama tuberosa.
Mama tuberosa (ou tubular) é uma malformação congênita do desenvolvimento da glândula mamária, caracterizada por base de implantação estreita, sulco inframamário elevado ou mal definido, constrição da porção inferior da mama e, com frequência, herniação do complexo areolopapilar. É uma condição presente desde o desenvolvimento, não uma complicação de cirurgia anterior.
Sim, os dois termos são usados como sinônimos na literatura de cirurgia plástica para descrever a mesma malformação do desenvolvimento glandular.
A mama tuberosa é dividida em graus — também chamados de tipos — conforme a extensão da constrição da base mamária e o déficit de tecido em cada quadrante, segundo a classificação de Grolleau et al. (1999): Grau 1 (leve), Grau 2 (moderado) e Grau 3 (acentuado). É comum que os dois lados apresentem graus diferentes na mesma paciente, o que exige planejamento individualizado para cada mama.
Não necessariamente. O grau 1 é a apresentação mais leve, com constrição limitada ao quadrante inferomedial e déficit de volume discreto. Na maioria dos casos, é corrigido apenas com a escolha adequada do implante e ajuste técnico simples, sem exigir as manobras mais extensas de liberação glandular necessárias em graus mais acentuados.
A correção combina mamoplastia de aumento com manobras técnicas adicionais: liberação e scoring radial do tecido glandular constrito, rebaixamento e reconstrução do sulco inframamário e, quando há herniação areolar, manejo específico dessa base. Em casos mais leves o implante já corrige o déficit de volume; em casos mais acentuados pode ser necessária abordagem estagiada.
Não. É uma indicação primária de mamoplastia de aumento, já que a paciente nunca foi operada antes. Cirurgia revisional é o termo usado para corrigir resultado insatisfatório de uma cirurgia anterior.
Não. Por padrão ético e de privacidade médica, fotografias de pacientes não são publicadas nesta página. Cada caso é avaliado e discutido individualmente na consulta presencial, incluindo referências visuais apropriadas quando pertinente. As seções acima descrevem, em texto, como cada grau costuma se apresentar clinicamente.
Cada caso de mama tuberosa tem um grau e uma combinação de características únicas. A avaliação presencial é o ponto de partida para um planejamento cirúrgico individualizado.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 16 de agosto de 2026.