Ressecção do excesso cutâneo e adiposo abdominal com correção da diástase dos músculos retos abdominais. Indicada para pacientes com flacidez significativa de parede abdominal que não responde a tratamento conservador.
A abdominoplastia é o procedimento cirúrgico indicado para correção do excesso de pele e gordura na região abdominal, frequentemente acompanhada de diástase dos músculos retos abdominais. É a cirurgia de escolha para pacientes que apresentam abdome flácido após gestações, perda de peso significativa ou processo de envelhecimento.
O procedimento inclui a ressecção da pele e tecido adiposo em excesso, a plicatura da aponeurose dos músculos retos abdominais (correção da diástase) e o reposicionamento do umbigo. O resultado é um abdome plano, com contorno firme e cicatriz horizontal posicionada abaixo da linha do vestuário.
A abdominoplastia não é substituta da perda de peso. É indicada para pacientes que já atingiram ou estão próximos do peso ideal e desejam correção do excesso de pele que a atividade física não consegue eliminar. Quando há também depósito de gordura relevante em flancos, dorso ou face interna das coxas associado ao excesso de pele, a combinação em tempo único pode ser mais indicada — ver lipoabdominoplastia.
A indicação da abdominoplastia é baseada na avaliação clínica da parede abdominal, na qualidade do tecido cutâneo e no histórico do paciente.
A abdominoplastia clássica combina três componentes técnicos: ressecção cutânea, plicatura muscular e neoumbilicoplastia, realizados em sequência coordenada.
A incisão suprapúbica é planejada para resultar em cicatriz oculta abaixo da linha do biquíni. O umbigo é circundado e preservado em pedículo para reposicionamento posterior.
O retalho cutâneo é descolado da fáscia abdominal até o rebordo costal, expondo a musculatura subjacente e permitindo a avaliação da diástase.
A diástase dos retos abdominais é corrigida por plicatura contínua da aponeurose na linha média, restaurando a tonicidade e o contorno da parede abdominal.
O excesso de pele é tracionado e ressecado, o umbigo é exteriorizado em nova posição e o fechamento é realizado em planos. Drenos são utilizados para prevenir seroma.
A abdominoplastia tem pós-operatório mais exigente do que procedimentos menores. Nas primeiras semanas, o paciente deve manter postura semifletida para reduzir a tensão sobre a sutura. A deambulação precoce é incentivada para prevenção de trombose venosa profunda.
Os drenos são retirados quando o débito cai abaixo do limiar de segurança, geralmente entre o 3º e 7º dia. O uso de cinta abdominal é essencial por 4 a 6 semanas. Atividades físicas abdominais são contraindicadas por 60 dias.
O resultado definitivo é avaliado entre 6 e 12 meses, período em que a cicatriz completa sua maturação e o contorno abdominal se estabiliza completamente.
A consulta presencial permite avaliar o grau de flacidez, a diástase muscular e definir o planejamento cirúrgico mais adequado para o seu caso.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.